Audiência prevê criação de um Pacto de Enfrentamento ao Câncer Infantojuvenil

Publicado 15 de setembro de 2017 em

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Foi promovida ontem uma audiência pela Frente Parlamentar para o Enfrentamento ao Câncer da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), realizado no auditório da Casa Legislativa. A criação de um Pacto de Enfrentamento ao Câncer Infantojuvenil no estado foi um dos pontos tratados, com a elaboração de um projeto de expansão do programa Diagnóstico Precoce nos municípios do estado. Essa ação vem combater dados apresentados de que o câncer é a maior causa de morte no Brasil entre a população infantojuvenil, com idade até 19 anos. Em 2016, só no estado do Rio, foram contabilizados 1.333 novos casos em crianças e adolescentes, o que representa 10% do total nacional.

De acordo com a presidente da comissão, a deputada estadual Ana Paula Rechuan (PMDB), o objetivo principal do programa será capacitar profissionais da atenção básica de saúde para identificar os principais tipos de câncer infantojuvenil. Entre 2008 e 2015, mais de 3,5 mil equipes da Estratégia da Saúde da Família já passaram pela capacitação em todo o Brasil. No Estado do Rio, 3.020 profissionais já participaram da iniciativa durante esse período. Entretanto, o número ainda não é considerado suficiente.

Por isso, atuar nas diferentes etapas do tratamento é um ponto essencial, segundo a deputada, que elaborou uma indicação legislativa que propõe a criação do Pacto de Enfrentamento ao Câncer Infantil no Estado. “O objetivo é que a Alerj dê sua contribuição na luta contra a doença, mas queremos incluir também o Secretário de Estado de Saúde, secretários municipais e os profissionais de saúde que atuam nas diferentes áreas de atendimento oncológico. Dessa forma, poderemos garantir o acesso ao tratamento, garantindo um resultado final positivo e a cura das nossas crianças”, disse a deputada.

PARCERIAS
Para expandir a proposta, alcançando um maior número de agentes de saúde e pacientes, é essencial trabalhar em conjunto com outras instituições e o poder público. Foi o que defendeu Viviane Junqueira, do Instituto Ronald McDonald e líder do programa Diagnóstico Precoce, que já conta com o apoio do Instituto Desiderata. “O câncer infantojuvenil tem altas taxas de mortalidade. Por isso, precisamos nos unir ao Estado e outras iniciativas que já atuam nessa causa para ampliar o programa”, explicou a especialista.

De acordo com Viviane, a longo prazo, a capacitação será transmitida também por plataformas digitas, diminuindo os custos e alcançando mais profissionais. Além disso, o programa pretende criar uma organização do fluxo de atendimento para que as crianças e adolescentes sejam encaminhados de maneira eficiente para os centros de atendimento.

*Com informações de A Voz da Cidade.


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