Diagnóstico Precoce é fundamental no combate

Publicado 27 de fevereiro de 2012 em

Doença é principal causa de morte na faixa etária de 5 a 19 anos de idade

Doença que tem em comum o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões do corpo. Esta é a definição para câncer. A doença é a principal causa de morte na faixa etária de 5 a 19 anos de idade no Brasil. Cura existe. E ela é maior nos casos em que o câncer é detectado precocemente. Aí chega a 85%.

Identificar a doença de forma precoce é o grande problema. Esta questão inclusive tem sido debatida em função de uma data importante – Dia Internacional do Combate ao Câncer Infantil (15 de fevereiro). A capacitação de profissionais tem ganho força. O Instituto Ronald McDonald tem capacitado pessoas ligadas à saúde em 11 estados brasileiros. Em quatro edições, foram capacitados 9.340 profissionais.

O diagnóstico precoce é uma ferramenta importante no combate à doença. Uma pesquisa feita no Rio de Janeiro revela que até se chegar ao diagnóstico de câncer, a criança passa por várias consultas – entre cinco e nove. “Como é no SUS (Sistema Único de Saúde), o vai e vem dura cerca de um ano. Isso é ruim, pois a doença avança rápido”, diz Viviane Junqueira, que é responsável pelo Programa Diagnóstico Precoce do instituto.

O câncer é uma patologia com sinais inespecíficos. Daí a dificuldade e demora em seu diagnóstico. “Quanto mais tempo passa, mais difícil é o processo de cura”, cita. Entre as crianças e os adolescentes, a leucemia é mais comum. “Atinge entre 25% e 35% dos pacientes”, comenta. Alguns dos sintomas são: enfraquecimento e anemia causadas pela diminuição das células vermelhas do sangue; tendência a ter infecções graves e repetidas causadas pela redução dos glóbulos brancos (responsáveis pela defesa do organismo); manchas roxas espalhadas pelo corpo mesmo em locais que não sofreram traumatismo e sangramentos anormais causados pela redução de plaquetas. Além da leucemia, crianças também são acometidas por linfomas e tumores do sistema nervoso central.

TRATAMENTO
O tratamento do câncer infantil é diferenciado em relação ao adulto. E se engana quem pensa que a resposta é demorada. Pelo contrário. “A resposta é mais rápida. Por isso, defendemos tanto o diagnóstico precoce”, fala. Não basta, porém, só identificar. “O encaminhamento do paciente é primordial”, aponta Viviane.
Não é simples diagnosticar o câncer numa primeira consulta. Os pais e os médicos devem ter um olhar cuidadoso aos sinais. “Às vezes, é uma febre que não cessa, dores e até manchas roxas pelo corpo. Os médicos chegam a desconfiar de qualquer coisa, menos de câncer”, observa. E quando é dado o diagnóstico, os pacientes e as famílias recebem um suporte. “Hoje as redes de apoio são mais estruturadas. São disponibilizados transporte, casa de apoio e medicamentos. É promovida uma atenção integral à criança”, avalia.

Saiba Mais

Diagnóstico Precoce

* Um programa do Instituto Ronald McDonald desenvolvido em parceria com o Inca (Instituto Nacional do Câncer) e a Sobope (Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica);
* Capacita profissionais da Estratégia Saúde da Família, bem como os médicos do SUS (Sistema Único da Saúde) que sejam referência para o atendimento de crianças e adolescentes;
* Tem como objetivo reduzir o tempo entre o aparecimento de sinais e sintomas, o diagnóstico em um serviço especializado e o encaminhamento para tratamento adequado, aumentando a expectativa de cura do câncer infantojuvenil;
* É realizado inteiramente com doações realizadas ao Instituto Ronald McDonald por meio dos cofrinhos localizados nos caixas dos restaurantes McDonald’s e também de arrecadação de campanhas como o McDia Feliz.

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Fonte: Jornal de Limeira, 21 de fevereiro de 2012


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