LAUDINE ROQUE

Publicado 30 de março de 2015 em

Em julho de 2005, quando a Laudine Roque tinha 13 anos, ela foi diagnosticada com Leucemia. O período principal do tratamento durou cerca de 4 meses no Hemorio. À época, Laudine residia no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, próximo a Casa Ronald McDonald Rio de Janeiro, onde teve oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido em beneficio de adolescentes e crianças com câncer.

Laudine foi beneficiaria do Programa Bolsa de Alimentos, desenvolvido pela Casa Ronald McDonald Rio de Janeiro, que fornece cesta básica para as crianças e adolescentes em tratamento independente de estarem hospedadas na Casa.

Para Laudine, uma das etapas mais difíceis durante tratamento foi o diagnostico. Na ocasião, ela não acreditava na cura da doença, então não aceitou quando foi diagnosticada e não colaborou com o tratamento. Sua aceitação só ocorreu quando iniciou diálogos com uma enfermeira do Hemorio e conheceu um pouco da historia da Casa Ronald McDonald do Rio de Janeiro, que lá tinham crianças e adolescentes iguais a ela, passando pela mesma dificuldade. Então a Laudine resolveu conhecer e frequentar a sala de recreação do Hemorio e passou a ter contato com outras pessoas passando pela mesma situação. O segundo passo dado pela jovem, quando foi liberada pelo Hospital para frequentar ambientes públicos, foi visitar a Casa Ronald McDonald Rio de Janeiro.

Na visita, Laudine afirmou que percebeu não ser a única pessoa com câncer, percebeu que a doença não era um castigo e pensou que se outras pessoas e crianças conseguem, ela também conseguiria. Então, com o apoio da mãe e com esta nova visão, houve uma mudança na forma de encarar seu tratamento.

Decidida a colaborar para a elevação da autoestima de outros pacientes de câncer, assim como ela, Laudine decidiu se tornar voluntária da Casa Ronald McDonald Rio de Janeiro, já aos 18 anos. Sua atuação como voluntária iniciou ainda durante o período de remissão, pois Laudine queria mostrar para outras crianças e famílias que a doença não é tão ruim e que tem cura.

Hoje, com 23 anos, a jovem Laudine está prestes a receber sua alta definitiva, após 10 anos do período de acompanhamento e monitoramento da doença. Laudine é mais um exemplo de que é preciso acreditar que a cura do câncer infantil e juvenil é possível.

 

Compartilhe

Instituições cadastradas no Instituto Ronald McDonald