O Câncer Infantil e Juvenil

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Tipos

Médicos e pesquisadores já catalogaram mais de 200 tipos de câncer. Na prática, as células cancerosas podem se instalar em qualquer órgão ou tecido do corpo humano. Na infância e na adolescência, isto não é diferente. No entanto, existem modalidades que incidem com mais frequência entre o público entre 0 e 19 anos.

Cânceres mais comuns em crianças e adolescentes

A cada dois anos o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que é a referência no Brasil no tratamento e pesquisa da doença, faz um levantamento sobre as estatísticas desta enfermidade no país. De acordo com os estudos, pode-se afirmar que o câncer pediátrico é raro, pois representa apenas de 1 a 3% de todos os tipos de câncer em qualquer idade, o que é comparável às estatísticas de incidência em países desenvolvidos, cuja população jovem é relativamente menor em relação ao Brasil.

Ainda assim, as neoplasias são as principais causas de morte por doença na faixa etária de 0 a 19 anos, atrás somente para causas externas, como acidentes. A média de novos casos de câncer diagnosticados por ano entre 2010 e 2014 foi de cerca de 10 mil. Destes, em mais ou menos 24% dos casos, houve óbito.


Tipos mais comuns de Câncer Infantil e Juvenil

É um tipo de câncer que afeta a produção dos glóbulos brancos do sangue, os leucócitos, impedindo-os de realizar sua função no sistema imunológico, atuando na defesa do organismo e dificultando a produção de correta das demais células que levam oxigênio e coagulação ao organismo. A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é a mais comum na infância e na adolescência e se apresenta nas células linfoides de forma agressiva à medida que as células malignas se reproduzem rapidamente. Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna mais sujeita a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.

O sistema linfático é composto por órgãos, vasos, tecidos linfáticos e pelos linfonodos (gânglios), que se distribuem pelo corpo para ajudar a defendê-lo de infecções. Esse sistema produz e transporta os glóbulos brancos, células que combatem as infecções e participam do sistema de defesa do organismo. Linfomas são neoplasias malignas que se originam nos linfonodos e ocorre quando uma célula normal do sistema linfático se transforma, cresce sem parar e se dissemina pelo organismo. O primeiro sinal do linfoma é a presença de ínguas, mesmo quando não há nenhuma infecção. Nesse caso, os glóbulos brancos proliferam desordenadamente, gerando o crescimento anormal dos linfonodos. Em geral, os linfonodos infecciosos são dolorosos, ao contrário daqueles presentes nos linfomas. Geralmente, os primeiros nódulos a serem afetados são os do pescoço. Os diversos tipos de linfomas têm comportamento e vários graus de agressividade.

Este é um tipo de câncer frequente na faixa etária pediátrica (0 a 18 anos incompletos), superado somente pelas neoplasias hematológicas – alterações das células do sangue. Se considerarmos apenas os tumores sólidos, os tumores de sistema nervoso central são os mais frequentes nesta faixa etária. Eles correspondem a aproximadamente 25% das neoplasias diagnosticadas em crianças abaixo de 15 anos, isto é, uma em cada cinco crianças com diagnóstico de câncer é portadora de um tumor primário de sistema nervoso central. A apresentação clínica desses tumores depende da localização do tumor, de seu tipo histológico – tecido que originou tumor, da idade da criança ou adolescente e de seu desenvolvimento neurológico.

É um tumor que afeta a retina, o fundo do olho. No Retinoblastoma, um sinal importante é o chamado “reflexo do olho do gato”, embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) ou estrabismo (olhar vesgo). Geralmente, acomete crianças na faixa etária de 03 anos. Atualmente, a pesquisa desse reflexo pode ser feita desde a fase de recém-nascido.

O osteosarcoma, também denominado sarcoma osteogénico, é um tumor maligno bastante indiferenciado, com alto grau histológico, resultante da proliferação de células alongadas, fusiformes (spindle cell), no interior de um osso. Os osteosarcomas pertencem ao grande grupo dos tumores do tecido conjuntivo, os sarcomas. A sua característica peculiar é que as células malignas produzem osso imaturo, osteóide, a partir do estroma das células fusiformes. Metastizam por via hematogénica para os pulmões. Existem várias variantes patológicas deste tipo de tumores, das quais se salientam o osteosarcoma associado à doença de Paget dos ossos e o osteosarcoma induzido por radiações. O osteosarcoma é a doença maligna primária do tecido ósseo mais frequente, no entanto é uma neoplasia relativamente rara. É um tumor típico das idades jovens, com um pico de incidência no grupo etário entre os 10 e 25 anos. Representa 5% de todos os cancros em crianças. Qualquer osso pode ser atingido, mas a maior parte origina-se nos ossos longos das extremidades, especialmente o fêmur, tíbia e húmero. Os osteosarcomas crescem no interior dos ossos e invadem o córtex – zona periférica dos ossos, causando destruição cortical e envolvimento dos tecidos moles adjacentes – músculos, tendões e vasos sanguíneos, o que origina os dois sintomas clássicos da doença, dor e inchaço locais.

É um tipo de câncer que pode afetar um grupo de tecidos localizados entre a epiderme e as vísceras, podendo ser tumores de cartilagem, gordura, músculo, vasos sanguíneos e tecido conjuntivo ou de suporte. Devido a essa dispersão de locais onde pode ocorrer esses tumores, ele é manejado por diversas especialidades médicas. O termo “sarcoma” tem origem grega e significa “crescimento carnoso ou carne de peixe”. Este tumor geralmente não possui origem adquirida de forma familiar e também não há fatores reconhecidos que desencadeiam esta patologia. Pode haver a presença de massa ou protuberância em uma região específica do corpo, a localização onde aparecerá a lesão poderá ficar debilitada e a dor também poderá estar presente. Mas, geralmente, em sua evolução inicial, o sarcoma não apresenta sintoma. Este tumor poderá comprimir ou comprometer estruturas como nervos, que causam dor; vasos sanguíneos, que podem causar trombose ou sangramentos; ossos, que podem fraturar; vísceras, que podem ocasionar sintomas de obstrução intestinal.

É o tipo de tumor renal maligno mais frequente em crianças. É um cancro nos rins que pode aparecer no feto e ser assintomático durante anos após o nascimento. A faixa etária de aparecimento é entre 02 a 04 anos, embora de vez em quando apareça em crianças mais velhas e raramente em adultos. Frequentemente o tumor aparece apenas em um rim. Em cerca de 5% dos casos pode haver tumor bilateral, comprometendo os dois rins. A causa do Tumor de Wilms é desconhecida, embora em alguns casos possa ter a sua origem numa anomalia genética. As crianças com determinadas deficiências de nascimento, como ausência de íris ou crescimento excessivo de um lado do corpo, cuja causa pode ser uma anomalia genética, correm mais riscos de desenvolver um Tumor de Wilms. Os sintomas incluem dilatação abdominal (por exemplo, a rápida necessidade de alterar o tamanho da fralda), dor abdominal, febre, falta de apetite, náuseas e vômitos. Há sangue na urina entre 15 % e 20 % dos casos. Normalmente, pode-se palpar um volume (massa) no abdômen da criança.

As células germinativas são as células de um feto em desenvolvimento que, eventualmente, produz esperma nos machos e os óvulos nas fêmeas. Essas células normalmente se desenvolvem ao longo do que é chamada a linha média do feto, antes de finalmente se estabelecer no lugar nos órgãos reprodutivos. O agrupamento anormal das células germinativas que se aglomeram em conjunto, tornando-se os tumores que tendem a desenvolver nos ovários ou testículos. Às vezes, porém, porque as células germinativas podem se estabelecer em outros locais ao longo de seu caminho para os órgãos reprodutivos, elas podem formar tumores em outras áreas. Os locais mais comuns de tumores de células germinativas fora do trato reprodutivo são o mediastino – parte do peito entre o peitoral e coluna, cóccix, abdómen e pelve. Alguns também podem desenvolver-se no sistema nervoso central. Existem vários tipos diferentes, cada um é classificado de acordo com os tipos específicos de células germinativas presentes e sua localização no corpo. Os tumores de células germinativas mais comuns incluem testículos, ovários, região próxima à parte final da espinha, cérebro, tórax e abdômen.

Podem ser divididos em dois grandes grupos: linfoma de Hodgkin (que ocorrem em um tipo de célula linfoide conhecido como Reed-Sternberge) e linfoma não-Hodgkin. Estes são mais comuns e podem surgir em outras células do sistema linfático. Os poucos conhecidos fatores de risco para o desenvolvimento de Linfomas Não-Hodgkin são:
(1) Sistema imune comprometido – pessoas com deficiência de imunidade, em consequência de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção por HIV, têm maior risco de desenvolver linfomas. Pacientes portadores dos vírus Epstein-Barr, HTLV1 e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas), têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma.
(2) Exposição Química – esses linfomas também estão ligados à exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes. Herbicidas e inseticidas têm sido relacionados ao surgimento de linfomas em estudos com agricultores e outros grupos de pessoas que se expõem a altos níveis desses agentes químicos. A contaminação da água por nitrato, substância encontrada em fertilizantes, é um exemplo de exposição que parece aumentar os riscos para doença.
(3) Exposição a altas doses de radiação. Os Linfomas Não-Hodgkin são um grupo complexo de quase 40 formas distintas desta doença. Após o diagnóstico, a doença é classificada de acordo com o tipo de linfoma e o estágio em que se encontra, sua extensão. Estas informações são muito importantes para selecionar adequadamente a forma de tratamento do paciente e estimar seu prognóstico.

É um tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal, origina-se de algumas células do sistema nervoso que se encontram ao longo da coluna vertebral. Ocorre quase exclusivamente em crianças menores de 05 anos. Usualmente é detectado quando uma tumoração no abdômen ou tórax é vista ou palpada.

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