O diagnóstico precoce em histórias de câncer infantil

O diagnóstico precoce em histórias de câncer infantil

Histórias de vida são curiosas. Algumas tinham tudo para ser muito diferentes, mas acabam tendo vários pontos em comum. Outras, podem ser iguais, contudo acabam tomando rumos completamente opostos.

E a vida, ardilosamente, se dedica a promover os encontros dessas pessoas que poderiam nunca se esbarrar.

O GRAACC, assim como os programa Casa Ronald McDonald, é um desses lugares repletos de encontros.

Foi na Casa Ronald McDonald de Moema que conheci Natasha. Na “casinha”, como ela, carinhosamente, chama a casa de apoio a famílias cujos filhos têm câncer. Uma menina estilosa, com um turbante rosa super moderno na cabeça. Natasha tem 15 anos e mora em Manaus, capital do Amazonas. Há mais de 1 ano, ela e a mãe vivem em São Paulo para tratar o osteossarcoma descoberto em 2017.

Antes de chegar ao GRAACC, Natasha ouviu muitos diagnósticos sobre sua doença. Foi e voltou para casa algumas vezes sem saber de que tipo de ajuda seu corpo precisava. Ela conta que tudo começou com uma dor no braço em fevereiro de 2017.

“Eu sentia dor, mas era suportável. Depois de uns dois meses é que fomos procurar um médico”.

Sem saber o que a filha tinha, Suelange foi batendo de porta em porta para encontrar a resposta. Foi preciso a interferência de um tio para encontrar um médico atento aos sintomas de Natasha.

Os exames confirmaram: câncer.

Com o resultado na mão, o primeiro desafio foi driblar o tempo. Como Natasha já estava há algum tempo demonstrando os sintomas e não teve um diagnóstico precoce, era preciso agir ainda mais rápido.

Começou o tratamento em Manaus, mas, infelizmente, a falta de recursos do hospital acendeu o sinal vermelho. Orientada, a mãe pediu transferência para um hospital de São Paulo.

“Nesse primeiro hospital que chegamos não nos sentimos bem, nem eu, nem minha mãe. Acabamos indo para o GRAACC depois da recomendação de uma pessoa que conhecemos.”

Foi então que chegou ao GRAACC, hospital de referência no atendimento oncológico de crianças e adolescentes. De lá pra cá a luta é diária.

Histórias cruzadas

A pequena Erika passou pela mesma batalha. Os sintomas eram outros, ainda mais comuns na infância: dor de garganta, febre e dor na barriga. A primeira impressão era de que seria uma virose simples, mas o surgimento de nódulos na barriga despertaram o olhar do médico que a atendeu. A orientação para a família era clara: Erika precisa de um tratamento oncológico.

O olhar apurado e a agilidade do médico fez toda a diferença para apontar o diagnóstico precoce que mudou a história da pequena Erika. Hoje, com 7 meses de tratamento, ela já está voltando para a casa.

Foram dias turbulentos, muitas mudanças e aflições, mas uma reação positiva do organismo da menina. Ela ainda não está completamente curada, mas o câncer já não maltrata o coração da mãe. Hoje, acreditam juntas que esta guerra está chegando ao fim.

Uma no Norte do país, outra no Sudeste. Uma adolescente, a outra uma criança. Entre elas, a diferença na velocidade do diagnóstico. Mas sabe onde a história de Erika e Natasha se encontram de verdade? Na vontade e disposição de lutar pela vida. Elas vão vencer o câncer.

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