Juan Carlos

Em 2011, aos 10 anos, Juan Carlos de Araújo Moreira foi diagnosticado com câncer: 10 tumores malignos e uma metástase no pulmão. Hoje, ele está curado, é estudante de técnico de informática e tem o sonho de estudar fora do país. Juan mora em Campo Grande, Zona Norte do Rio de Janeiro, e ficou na Casa Ronald McDonald Rio de Janeiro de 2011 a 2013. É apaixonado por videogame e quer seguir na área de informática. Cursar a faculdade de Ciência da Computação é um dos seus sonhos. Segundo sua mãe, Alessandra Araújo de Souza, ele é um menino quieto e tímido, principalmente depois que teve a doença e tem muita vontade de crescer.

Sua jornada não foi fácil. Juan é considerado o único sobrevivente
daquele período em que foi tratado no Instituto Nacional do Câncer
(INCA), hospital em que foi tratado no Rio de Janeiro. Mas para Juan
quais foram as principais recordações do período em que esteve na Casa?

Sem dúvidas, sua maior recordação era da comida acolhedora da Adriana, cozinheira da Casa que se tornou amiga da família até os dias de hoje. De acordo com a mãe de Juan, durante sua estadia, muitas pessoas da Casa se tornaram parte da família. “A casa pra mim foi uma lição de vida. Aproximou meu filho de mim”, destaca a mãe.

Sua jornada não foi fácil. Juan é considerado o único sobrevivente daquele período em que foi tratado no Instituto Nacional do Câncer (INCA), hospital em que foi tratado no Rio de Janeiro. Mas para Juan quais foram as principais recordações do período em que esteve na Casa?

Sem dúvidas, sua maior recordação era da comida acolhedora da Adriana, cozinheira da Casa que se tornou amiga da família até os dias de hoje. De acordo com a mãe de Juan, durante sua estadia, muitas pessoas da Casa se tornaram parte da família. “A casa pra mim foi uma lição de vida. Aproximou meu filho de mim”, destaca a mãe.

Alessandra tem 3 filhos, Juan é o do meio. “Eu não acreditava em doações, e ali, na Casa, vi que realmente a importância delas para quem atravessa a doença. Meus filhos, uma vez, foram comer no McDonald’s e logo o Juan quis colocar uma moedinha no cofrinho para doação. Eu não deixei e disse que isso não passava de uma forma de enganar as pessoas. Poucos meses depois, descobri que meu filho tinha câncer e se não fossem essas doações eu não teria mais meu filho hoje. Sou a prova de que o preconceito existe e sou a prova viva de que cada doação conta, e conta muito. Guardo isso no meu coração, é um peso de ter, um dia, duvidado da ajuda dessas doações”.

Em dezembro de 2019, Juan participou do Jantar Beneficente do Instituto Ronald McDonald “Mais amor por essa causa” e, além de um emprego, também ganhou a oportunidade de vivenciar a experiência de andar de helicóptero.